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Y&R adere a causa da doação de órgãos em campanha criativa

Diogo Mattos 21 de Março de 2014
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Causas e movimentos sociais sempre me instigaram e seduziram, não só pelo objeto da ajuda em si mas pela mobilização que elas geram. E claro, como não poderia deixar de existir, um grande aliado para gerar buzz é e sempre será a propaganda.

Atualmente temos visto coisas bem legais nesse sentido, especialmente porque esse tipo de tema tem que ser abordado de forma a chamar atenção do público de alguma forma criativa e diferente. Dai vemos inúmeros exemplos hoje no ar, como o tema da minha postagem anterior, e vários outros que por vezes até exageram no tom da chamada e ficam over demais. Ontem foi lançada mais uma dessas campanhas que chamam nossa atenção, mas essa veio no tom certo e de forma simples e inteligente captou a atenção para o ponto certo.

A Y&R de São Paulo criou para a Santa Casa uma campanha que ressalta a importância da doação de órgãos, num momento onde infelizmente as pessoas acabam por esquecer daqueles que sofrem na fila por um transplante. Seja pela vida atribulada, que nos deixa sem tempo, ou por simples medo ou insegurança de doar, esse tipo de ação e totalmente esquecida e ignorada e muita gente não se disponibiliza para doar. Esse foi o desafio que a agência teve de enfrentar: “sacudir” as pessoas para um problema tão evidente e uma importância máxima de se doar órgãos. A solução encontrada você pode conferir nas imagens abaixo, que mostram imagens de indivíduos sobrepostas a um determinado órgão para indicar a necessidade eminente.

Mensagem Certeira

Tenho absoluta certeza que muita gente vai dizer que isso é muito simples, que não chama atenção ou não tem nada demais. Você faz diferente? Se sim, gostaria de ver sua solução pois um tema assim merece uma propaganda a altura de sua importância. As imagens de pessoas justapostas mostra primeiramente como é vital a presença do outro para ajudar uma vida e posteriormente reforça os órgãos que se precisa de doação.

Trocando em miúdos: uma forma simples e clara de se mostrar que campanhas sociais não precisam chocar, pois não foram feitas pra isso, elas precisam abordar o tema com o mesmo grau de urgência a que o caso precisa. E esse grau passa a ser muito mais impactante feito de forma simples mas que faça o target pensar, como é o caso aqui.

Portanto, para concluir, gostaria de parabenizar os diretores de criação responsáveis Rui Branquinho e Flávio Casarotti, pela ótima sacada e pegada criativa, para o diretor de arte Eduardo Araújo, que soube manter a peça visualmente atrativa sem fazer muito alarde e finalmente, mas não menos importante, ao redator Rafael Barreiros que trouxe um texto bem objetivo, claro e conciso que evidencia a importância de cada órgão para o corpo e para o paciente que necessita dele.

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Diogo Mattos

Tenho 27 anos, sou publicitário, especializado em redação, recém formado em mídia e comunicação pela University of East London, localizada em Londres. Aqui estou, para agregar minha visão de redator publicitário ao fatos da publicidade atual que mais chamam nossa atenção. Também escrevo para o meu blog pessoal www.activebrain-diogo.blogspot.com, onde publico artigos em inglês e português sobre temas relacionados ao mundo da comunicação e mídia atual.

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