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O público ficou mais seletivo. Será que sabemos lidar com isso?

Gilberto Júnior 21 de Maio de 2014
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O ano de 2014 começou com um turbilhão de acontecimentos: ano de Copa do Mundo, ano de Anti-Copa do Mundo, manifestações por todos os motivos e de todos os lados, Eleição presidencial, economia de cabeça pra baixo, Marco Civil, audiência da poderosa Rede Globo despencando mês após mês com suas novelas que não fazem o mesmo sucesso, ameaça de guerra europeia (e alguns acreditam que poderia ser a Terceira Guerra Mundial), ‘Facebookcídio’, enfim, começou a todo vapor e parece que todo mundo percebeu esse ‘estranho’ momento.

A maioria desse acontecimentos, até então, eram considerados improváveis e mudaram de uma forma repentina. Todos esses que citei, e muitos outros, foram da noite pro dia e com certeza de alguma forma assustaram as pessoas, cada uma no seu grau de entendimento ou envolvimento. O fato é que as pessoas estão criando um certo grau de seleção no que gosta, vê, compartilha, assiste e participa. É um movimento de criação de identidade da população, que parece estar aprendendo a falar: ‘isso eu gosto e isso não. Ponto final’. E se isso realmente está acontecendo, se o público realmente está se tornando seletivo com o que lhe atinge, é aí que entramos, amigos Comunicadores!

O princípio básico da comunicação é a seleção do público-alvo. Adequação da linguagem, referencial, tom, simbologia, e todos os elementos que transformam o meio de comunicação seletivo e adequado à um determinado público. Mas creio que precisamos começar a perceber algo a mais nessa ação de adequação. O público, muito mais do que antes, espera muito mais de uma ação do que somente algo criativo e inusitado. Elas esperam ser parte daquilo, poder tocar, chegar perto, estar no meio, falar sobre isso, dar opinião. O público quer envolvimento e parece esse é o desafio, de como colocar as pessoas não só de cabeça, mas de coração dentro de uma ação. Grandes comunicólogos já disseram isso em tempos atrás como uma visão de como seria o futuro . Chegamos à esse futuro e ele se tornou o hoje.

E então, amigos. Será que já estamos preparados para essa ‘nova’ forma de falar com o nosso público? Fica aí o nosso desafio de falar, ser ouvido, ter uma resposta e ainda fazer diferença na vida e no coração desses ouvintes.

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