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O ABC da propaganda: Essencial

Diogo Mattos 2 de setembro de 2014
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?? CMYKFoto: shutterstock.com

Conforme prometido em postagem anterior, hoje resolvi resgatar os princípios básicos do trabalho publicitário. Tudo aquilo que permeia toda e qualquer peça ou campanha e que parece obvio mas que no fundo norteia e estrutura tudo. E para isso vou me concentrar nos três principais pontos: criatividade, conceito e posicionamento. Definições que ultrapassam qualquer formalidade e que muitas vezes, no dia-a-dia da profissão, são mau executados e/ou pensados e que com a minha humilde visão pretendo trazer a tona novamente. Então vamos lá, mãos a obra:

Criatividade

Por definição, a criatividade se trata da inteligência que torna alguma coisa comum em algo diferenciado. Portanto eh aquele elemento que vai fazer o consumidor preferir um determinado produto a outro.  E a manifestação desta criatividade pode se dar de varias formas e em vários momentos, sendo portanto cada individuo criativo em um certo aspecto.

Nesse sentido, dizemos que todos somos criativos, com capacidades e dons diferenciados, o que nos torna melhores para um tipo de criatividade do que outro.

Em suma, criativo então, é todo aquele que consegue usar sua criatividade como agente diferenciador. Dai então, vemos o motivo pelo qual muitas das vezes ouvimos o termo atrelado a inovação, especialmente em empresas, onde se torna necessário e vital ter-se sempre algo novo para a diferenciar de outras.

E voltando-nos agora para a temática publicitaria, concluímos que a criação esta presente em todo e qualquer briefing ou Job que recebemos. E dissecar e analisar esse briefing faz parte do nosso trabalho. É como espremer o limão até não poder mais, a fim de trazer o melhor de cada uma para atender aquele cliente especifico. Portanto criar é resolver os problemas dos clientes. E para ilustrar essa definição, vale um vídeo um tanto quanto antigo, mas que continua exprimindo bem de onde vem toda essa criatividade necessária a nosso cotidiano:

Conceito e Posicionamento

Para definir conceito vale dar uma conferida na etimologia da palavra que vem do latim “conseptus”, do verbo concipere, que significa “Conter completamente”, “formar dentro de si”. Em outras palavras, uma representação geral e abstrata da realidade, de acordo com a definição mais completa possível do termo.

Em propaganda tratamos conceito como o posicionamento do produto ou serviço; a mensagem final a ser passada para o público. E na mente de quem cria, segundo os estudiosos no assunto, conceituar é abrir caminhos. Portanto, por trás de cada conceito temos uma ideia diferente e para conceituarmos precisamos da criatividade.

Para ilustrar, abaixo vou citar e mostrar alguns exemplos de peças famosas, com conceitos bem estabelecidos na cabeça do consumidor e que por isso são considerados cases de sucesso.

Mas antes disso, acho importante ressaltar que conceito não é slogan. Conceito é a forma de se posicionar perante o target, já slogan é uma interpretação desse posicionamento. Sendo assim, os conceitos nem sempre estão explícitos nas peças, podem estar subentendidos, representando portanto o comportamento da marca.

Confiram abaixo alguns exemplos de famosos conceitos que foram muito bem aplicados:

Veja: Indispensável 

Veja indispensavel

Mastercard: Tem coisas que o dinheiro não compra.

Brastemp: Não tem comparação.

Folha: Não da para não ler

Unimed. O Melhor plano de saúde é viver. O 2º melhor é Unimed

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Diogo Mattos

Tenho 27 anos, sou publicitário, especializado em redação, recém formado em mídia e comunicação pela University of East London, localizada em Londres. Aqui estou, para agregar minha visão de redator publicitário ao fatos da publicidade atual que mais chamam nossa atenção. Também escrevo para o meu blog pessoal www.activebrain-diogo.blogspot.com, onde publico artigos em inglês e português sobre temas relacionados ao mundo da comunicação e mídia atual.

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