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Campanha contra a maconha desperta ira nas mídias sociais

Lucas Capretz 12 de setembro de 2014
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Lançada na última terça-feira (9) no Ceará, a ação do “Brasil Sem Drogas” contou com o apoio da ONG Movida (Movimento Pela Vida e Não Violência). O objetivo da campanha é manifestar a sua oposição à pretendida legalização da maconha em nosso país.

A proibição do consumo no Brasil ocorreu no século passado, quando o uso começou a incomodar a população das grandes cidades. O “pito do bango”, como o cigarro de maconha era chamado, era muito popular, principalmente em ambientes rurais.

A erva era utilizada para relaxar, melhorar a qualidade do sono e aumentar a fome de quem não tinha muito apetite. Foi mesmo com a urbanização das grandes cidades e, posteriormente, com a influência dos EUA, que viriam a vetar o uso, que a proibição no Brasil e em várias partes do mundo ocorreu de fato. As discussões a respeito da legalização da droga são grandes e ocorrem em todo o mundo.

O consumo de drogas não é um mal que se restrinja somente aos usuários. As consequências sociais, psicossociais e econômicas do consumo de drogas se multiplicam muito além deles.

A fim de conscientizar e alertar a população sobre essa gravíssima questão social, foram publicados vários anúncios contra a legalização da maconha, em um jornal de grande circulação em Fortaleza. Porém, as peças da ação geraram grande polêmica nas redes sociais, principalmente no Twitter. Além disso, a campanha foi compartilhada no Facebook da candidata à deputada federal pelo Paraná Marisa Lobo, onde também foi alvo de piadas.

A abordagem se desdobrou em uma série de “memes”, todos ironizando o teor da publicidade e oferecendo versões. A briga promete ser boa, pois enquanto alguns esperam que a maconha passe a ser classificada como o álcool, outros alegam que grande parte das pessoas que proferem com exaustão argumentos contrários à legalização não fazem ideia do que estão falando.

Você sabe qual das duas drogas é mais prejudicial à saúde? O fato é que as duas substâncias fazem mal quando usadas em excesso, mas questões que envolvem legalidade e uso em longo prazo são bem diferentes de uma droga para outra, o que faz com que a comparação torne-se polêmica.

“Você teria coragem de ser operado por um médico que acabou de fumar um baseado?”

Confira as peças da campanha e as reações:

As peças originais:

Maconha Fortaleza 01 Maconha Fortaleza 02

As reações:

Maconha Fortaleza 03 Maconha Fortaleza 04 Maconha Fortaleza 05 Maconha Fortaleza 06

Maconha Fortaleza 07Fontes: 1 | 2

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Lucas Capretz

24 anos. Publicitário no interior de SP. Apaixonado por seriados, música e futebol. Viajante e movido por aventuras. São-paulino e colecionador de experiências internacionais.

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