Digite para buscar

Tags: , , ,

A alma da Apple

Jason Nascimento 23 de setembro de 2014
Share

apple logo

Determinado, de temperamento explosivo, obstinado na busca de seus objetivos e de atitudes imprevisíveis. Essa descrição não é de uma estrela de Hollywood e nem de um astro da música pop. A controversa descrição acima, pertence a Steve Jobs, um dos maiores empreendedores que o mundo já conheceu e cofundador da Apple.

Um estudante desleixado com sua aparência pessoal, e com pouco interesse nos estudos, assim é a cinebiografia JOBS, que apesar das duras críticas de Steve Wozniak, amigo de Jobs, vale a pena conferir. Toda essa descrição pessoal de Steve perde destaque quando se olha para o conjunto de sua obra. Steve era incrivelmente visionário, quando manteve contato com circuitos elétricos e os primeiros modelos do que viria a ser chamado mais tarde de computador pessoal, Steve imediatamente pensou: é possível idealizar e comercializar essas máquinas, colocá-las dentro dos lares das pessoas e lucrar com isso.

Enquanto ia a uma apresentação para empreendedores do ramo da informática com o amigo, já com um projeto de PC, Steve deu uma mostra de brilhantismo ao escolher o nome da empresa. Ele pensou em um nome que despertasse o desejo e o interesse das pessoas pelo seu produto que ainda era apenas um projeto: Apple. Nasceu ali a lenda. O próximo passo de Jobs foi convencer seus amigos a embarcarem na aventura. Desafio aceito, logo após a primeira apresentação para empreendedores, Jobs fecha o primeiro negócio; a entrega de 50 computadores, todos produzidos no quintal de sua casa. Após a entrega dos computadores, a Apple vai da terra ao céu, com Jobs na crista da onda: recebe investimentos, cresce, conquista aos poucos o mercado; todo morador dos EUA desejava (e ainda deseja) ter um Apple em casa.

Mas a vida lhe pregou uma peça. Devido a sua obstinação aliada à bomba relógio que era seu temperamento, Steve foi demitido da empresa que ele mesmo ajudara a criar, foi terrível, para Apple que fez o caminho inverso; foi do céu ao inferno e, viu seus produtos e ações no mercado despencarem, não tão ruim para Jobs que continuava fazendo dinheiro. O divórcio não durou muito tempo, com a empresa a beira da falência, os executivos da Apple chamaram Jobs de volta. Atualmente, o mercado americano de computadores pessoais e notebooks, está dividido entre Apple e Microsoft com 50% para cada, isso nos EUA. O que mais chamava a atenção em Jobs era o dom de criar nas pessoas o desejo por algo que elas ainda não tinham, fazendo espetacular uso do marketing. Foi assim com os primeiros computadores da linha Apple e posteriormente com o impactante iPod. Quando vai ao lançamento do iPod, Steve dispara a frase: “É preciso tocar o coração das pessoas”. Marketing! Jobs conseguiu transformar os produtos da Apple em sinal de status, funcionalidade, praticidade e principalmente, diferente dos concorrentes, poucos seres humanos no mundo não fazem questão de ter um iPhone, Macbook…

Passa o homem, e fica a lenda, após três anos de sua morte, ficam as muitas lições a se extrair da vida e do “Job” do Steve, se me permitem o trocadilho, uma delas é; antes de vender o produto, Jobs vendia (muito bem) a imagem. Era esse o seu segredo.

Tags:
Jason Nascimento

Estudante de publicidade com trinta e alguns quilômetros rodados, apaixonado por filmes, tecnologia, Internet e fotografia e que nas horas vagas gosta de ler filmes e assistir livros.

  • 1

You Might also Like