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Publicidade + Música

Fernando Procópio 21 de outubro de 2014
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Você está assistindo TV e inicia-se uma publicidade. Aparentemente não tem nada de anormal, a não ser a “musiquinha” que mesmo depois do fim não sai da sua cabeça. Isso acontece quando existe um casamento entres os elementos visuais, sonoros e a mensagem que se quer passar. Ponto para a publicidade. É com esse interesse que os recursos sonoros – músicas e jingles – são escolhidos e criados; para prender a atenção do receptor, para serem associados a uma marca ou produto.

Buscando estimular o máximo da memória do receptor, algumas publicidades se apropriam das músicas já conhecidas pelo público. Em 2011 para comemorar os 90 anos da Nestlé no Brasil, a canção “Emoções” de Roberto Carlos foi usada junto a uma retrospectiva da marca. Acrescentando valores afetivos e nostálgicos ao comercial e a marca. Outro exemplo claro é dado por uma campanha veiculada em 2009 a pedido da Coca–Cola, o vídeo é acompanhado por uma versão da música “What a Wonderful World” de Louis Armstrong, mas na voz de Joey Ramone. Mesmo não sendo a versão original, é inegável associação que fazemos entre o novo e o antigo, é nesse momento que o vídeo se desenvolve e de forma indireta somos bombardeados com informações. Há casos de publicidades que são acompanhadas apenas de música de fundo e conseguem alcançar seu objetivo de instigar o receptor. A Volkswagem utilizou essa técnica para produzir um comercial simples, que tem como fundo sonoro a famosa marcha imperial do Star Wars. Quem não se lembra dos “Pôneis Malditos”? No vídeo a música dificilmente passaria despercebida fazendo um papel fundamental de ampliar seu impacto mesmo depois do término do comercial.

Não há nada de animador ver um comercial sem efeitos sonoros. Possivelmente a informação será incompleta e seu objetivo falhará. Não é uma receita certa de sucesso utilizar essas técnicas, mas com certeza será outro instrumento a mais de persuasão.

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Fernando Procópio

Nordestino apaixonado por comunicação, música e mais perto que nunca de terminar a graduação. Amo compartilhar ideias em forma de texto e/ou imagens, sejam elas pessoais ou profissionais. Já me aventurei em direção de arte, marketing e social media. Escolhi a primeira opção.

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