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Mais uma série chega ao fim: Sons Of Anarchy

Mayara Sousa 19 de dezembro de 2014
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E mais uma série chega ao fim. Sons Of Anarchy, que teve seu início em 2008, encerra com sete temporadas bem elaboradas e marcantes.

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A série, apesar de não ser tão notória dentre as indicações e premiações, em outras palavras, basicamente ignorada (talvez por conta do seu criador polêmico ou por ter um roteiro tão ousado que não é para qualquer um), é simplesmente uma das coisas mais fantásticas que eu tive o prazer de acompanhar durante os três últimos anos.

Kurt Sutter, criador e ator em Sons Of Anarchy, roteirizou uma série brilhante e não teve medo de arriscar, mas tem um “porém”, é preciso ter estômago e coragem para assistir na mesma medida. Violenta, agressiva e escrachada, para mim é um dos resumos que faço da série. Agora, por que assistir algo tão pesado? Eu lhes respondo.

A leva de sentimentos que a série proporciona ao telespectador é avassaladora. Eu, consumidora incondicional desse tipo de material, que persisto com seriados que não me despertam a menor vontade de continuar assistindo, nunca tive experiência com nada parecido, nem mesmo Breaking Bad (até então minha favorita) me trouxe esse misto de repúdio e amor com tanta intensidade.

A história é fascinante, me perguntei muitas vezes sobre esse tipo de enredo ser possível ou até quando ele poderia ser em nossa realidade, nunca obtive resposta. Os personagens são profundos e difíceis de compreender, mas o interessante na série, é justamente isso. Você cresce com ela, você passa a compreendê-los na medida em que eles se compreendem, de um modo íntimo e pessoal, a história parece ser sua também.

Todos seus sentidos são aguçados na série, o terror, a tensão, a compaixão. É uma série pesada que traz o cômico contido em doses que lhe é entregue aos poucos, você vai achar graça, chorar e sentir o fardo dos fatos nas costas, mas é preciso que você se doe assim como a história está sendo entregue à você.

Sobre a técnica, animal! A direção foi incrível e os atores monstruosos. Adorei a preocupação dos diretores em mostrar ao público uma cena de vários ângulos interessantes e perturbadores, não economizaram em nada, tiros, explosões, acidentes e uma vasta quantidade de motocicletas estraçalhadas. Outro ponto legal é a conclusão do roteiro, não encontrei pontas soltas ou falhas no encerramento da série.

A trilha sonora foi ponto alto para mim, extremamente singular, desde a música de abertura à música final, sempre completando a mensagem de cada episódio. As letras das músicas escolhidas traduzem cada fase em que se passa na série e uma das escolhas que mais marcaram, em minha opinião, foi a Make It Rain, parceria Sons Of Anarchy com Ed Sheeran.

Para quem não conhecia ou ainda não terminou segue minha recomendação: assista, irá valer a pena. Mas lembrem-se, conservadorismos e pudor é tudo que a série não irá lhe proporcionar.
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Mayara Sousa

23 anos. Publicitária, cinéfila e comilona. Nascida em Goiânia, descobriu-se para a comunicação aos 19 anos e desde então vem dedicando-se à área. Dando início e foco ao audiovisual, mas sem abandonar a redação. Entusiasta da música, séries, livros e, claro, uma xícara cheia de café.

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