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Jovem fotógrafa, registra a extrema solidão de Vyacheslav Korotki

Ana Claudia Roges 22 de dezembro de 2014
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Ele tem 63 anos, é um polyarnik treinado, um especialista no norte polar e porque não assim dizer um meteorologista.

Nos últimos trinta anos, ele viveu em navios russos e recentemente, em Khodovarikha, em um posto avançado do Ártico, onde ele foi enviado pelo Estado para medir as temperaturas, a queda de neve, os ventos e afins. O posto avançado encontra-se em uma península que se projeta para o mar de Barents, onde a cidade mais próxima fica há uma hora e sendo seu transporte de helicóptero. Casado, mas sua esposa mora longe, em Arkhangelsk e não têm filhos.

A russa Evgenia Arbugaeva é uma jovem fotógrafa nascida em Tiksi que passou dois dias com Korotki e conta “O mundo das cidades é estranho para ele – ele não o aceita”, e afirma “Eu vim com a ideia de um eremita solitário, que fugiu do mundo por causa de algum drama pesado, mas isso não é verdade. Ele não se sente nem um pouco só”.

Veja o belíssimo e exótico local e com a sensibilidade da fotógrafa:

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Vyacheslav Korotki sai sob a lua cheia a um farol abandonado que costumava servir a Rota do Mar do Norte, para collher lenha e aquecer sua casa.

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Korotki vive e trabalha no posto avançado do Arctic Khodovarikha, em uma casa de madeira centenária que se tornou uma estação meteorológica em 1933. Ele entra todos os dados que recolhe em um jornal.

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Revistas, um atlas de nuvens, outros livros, tabelas de dados espalhados pela mesa e a fotografia de Yuri Gagarin foi cortada de um artigo de jornal no qual noticiava sua morte, em 1968.

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Korotki, medindo o nível da água.

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Este é o rádio no qual Korotki usa para transmitir seus dados para outra estação meteorológica, que em seguida, envia-os para Moscou. Há dias em que as condições do tempo faz com que as transmissões sejam adiada por alguns dias.

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O passatempo de Korotki é construir casa de palitos de madeira para não se sentir solitário.

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Korotki fumando cigarro em seu barco feito artesanalmente, no Mar de Barents.

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Korotki na cabine de medição para registra a temperatura do ar. Neste dia, 25 de janeiro de 2014, foi menos quatro graus centígrados.

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Observando a paisagem da janela de sua casa, um dia, depois de uma forte tempestade cobriu o terreno com a neve.

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A vista para o Mar de Barents de uma janela do Mikhail Somov, um navio que oferece comida e suprimentos para a estação de Korotki uma vez por ano, durante a temporada de verão de navegação. Na viagem de meses de duração, os tripulantes têm direito a um tratamento de uma laranja por semana.

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Ana Claudia Roges

Nasceu Ubatubense há 28 anos. Formada em Publicidade e Propaganda, atuante na área desde 2009 e fotógrafa. As diversas tatuagens espalhadas pelo corpo dita o que tem como direito e dever: "a liberdade". Um amor pela dança na qual só realiza algo com uma trilha sonora e dona de uma sinceridade que é confundida com teimosia, mas sempre autêntica.

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