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Marcas, celebridades, subcelebridades e o famoso quem?

Igor Di Ferreira 26 de Março de 2015
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shutterstock_224763298Imagem: shutterstock.com

O mercado de celebridades está cada vez mais ativo no Brasil, a cada ano que passa este segmento movimenta milhões de reais. Em outros países como na Inglaterra, por exemplo, os tradicionais tabloides com uma linha editorial voltada para notícias sensacionalistas sobre o mundo dos famosos, já não são nenhuma novidade. Nos Estados Unidos existem programas que expõem a intimidade dos atores e exploram os bastidores do cinema americano. Atualmente em quase todos os meios de comunicação podemos ver um programa, quadro, ou coluna sobre celebridades, ou subcelebridades como algumas pessoas preferem chamar.

Mas voltando a falar sobre o que acontece aqui no Brasil, o mundo da fama seduz alguns desconhecidos aspirantes ao brilho dos holofotes, que enfrentam uma verdadeira saga, na sua busca constante pelo estrelato, normalmente iniciam como candidatos de concursos de beleza, participam de algum reality show ou simplesmente tiram a roupa no meio da rua (essa é a parte que mais gosto) porque vale quase tudo para se tornar a celebridade do momento e atrair a atenção da mídia especializada que está sempre esperando por um novo flagra exclusivo. Porém, o meio artístico é cruel e gera um ciclo de aproveitamento de imagem com data de vencimento, com o tempo algumas celebridades perdem espaço se tornando “o famoso quem?”. Raríssimas exceções conseguem seguir carreira.

Gigantes da comunicação, como Globo e Record, são donos dos sites Ego e R7 respectivamente, veículos que se pautam no mundo das celebridades e assim atraem seus anunciantes. A emissora do plim plim, mantem o Big Brother Brasil no ar desde 2002, mesmo com a audiência do programa diminuindo 50% nos últimos dez anos, segundo dados do IBOPE, as marcas continuam anunciando no BBB, lançando seus produtos e os exibindo em placement. A Fazenda da Record, assim como o seu similar da Globo, revelam todos os anos para o mercado alguns novos candidatos aos 15 minutos de fama.

Existem controvérsias sobre a importância deste mercado gerado pelas celebridades, o talento dos artistas revelados por este meio também é contestado, muito se discute sobre a futilidade e irrelevância do conteúdo dos programas de fofoca. Mas os números que os veículos atingem quando falam sobre o tema e a forma como as empresas se posicionam neste contexto, comprovam que uma boa parte do público do Brasil consome muito este tipo de assunto, tornado o um sucesso. Não é por acaso que grandes marcas, contratam celebridades para estrelarem suas campanhas, pois se o público se interessa por elas, é muito provável que também se interessem pelos produtos que elas vendem. Então, atire a primeira pedra quem nunca fez uma fofoca (sem maldade tá?!) sobre seu colega de trabalho, seu vizinho, ou sobre uma celebridade.

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Igor Di Ferreira

Publicitário e cantor, entre outras coisas afins (não necessariamente nesta ordem).

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