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Fim dos abdomens sarados da Abercrombie & Fitch

Guilherme Pereira 30 de Abril de 2015
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abercrombie

Aparentemente, o sexo nem sempre vende.

Tal é o caso da marca varejista de roupas Abercrombie & Fitch, que tem em seu DNA usar modelos masculinos seminus em suas campanhas. E isso sempre funcionou, tornando-se algo icônico da marca. Mas isso está prestes a mudar.

A varejista anunciou que os abdomens sarados já não serão mais vistos em suas lojas. A marca declarou que iria parar de usar o marketing “sexual” em seus materiais, como fotos no interior da loja, cartões de presente e sacos de compras, tanto para Abercrombie & Fitch quanto para a Hollister. Isso aboliria a controversa politica de realizar contratações baseadas em corpos sarados e bem definidos. Em contrapartida, a marca introduzira um novo “dress code”, que visará a mente e o individualismo em vez do porte físico.

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Mas apesar de abusar do uso de belos corpos, a empresa destacou a importância da diversidade e inclusão, afirmando que mais de 50% dos funcionários das lojas não são brancos e que em 2007 recebeu o título de “Melhor Lugar para Trabalhar” para a comunidade LGBT.

A mudança vem depois de anos de liderança do CEO Mike Jeffries, que deixou o cargo em dezembro. Jeffries era mais conhecido como o ímpeto por trás da sexualização e uso excessivo de modelos masculinos branco com abdômen trincado para a marca adolescente. Há quem diga já ter ouvido o ex-CEO dizer que a marca não é para adolescentes obesos ou feios.

Com a mudanda de estratégia, a marca pretende recuperar-se da queda de vendas sofrida no ano passado e reconstruir sua imagem.

Texto original do Mashable.

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Guilherme Pereira

Publicitário atuante na área de Mídia, pós-graduado em MBA Marketing pela FGV. Sonhador, com sede de conhecimento, viciado em séries, adorador de cultura de internet e dono de uma sinceridade ácida.

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