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Rádio Transamérica cria escola de música para ouvintes

Diogo Mattos 18 de Maio de 2015
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Rádio Transamérica

Normalmente falamos por aí que a tecnologia veio para ajudar, mas as vezes também atrapalha. Isso não é algo exclusivo do nosso meio social, nos negócios também é assim, ela trouxe um grande avanço na forma como fazer as coisas. E na publicidade não poderia ser diferente, pois com ela a maneira de se criar mudou e com ela a entrega da mensagem também. Ficou tudo mais instantâneo e conectado do que antes, possibilitando soluções infinitas.

A rádio Transamérica de Brasília deu um passo além nesse sentido e junto com a agência Lew’Lara/TBWA criou a primeira escola de música por meio do rádio. Em outras palavras, os ouvintes podem aprender a tocar instrumentos apenas ouvindo rádio. Não é fantástico? Mas como eles fizeram isso?

Utilizando-se da tecnologia RDS (Radio Data System, ou sistema de rádio de dados), foram transmitidas cifras aos displays dos equipamentos de rádio dos ouvintes. Tais algarismos representam uma coletânea das músicas mais tocadas passadas em sintonia com os acordes que estavam sendo ouvidos.

A produção do vídeo (que você pode assistir abaixo) é assinada pela Fabrika, já a criação do áudio ficou com a MugShot. O filme foi nomeado como “Radio Music School”. Veja agora a peça e depois me acompanhe em mais uma análise exclusiva.

Uma sacada criativa com uma boa pitada de tecnologia? Com certeza foi, mas não é só isso. Nada teria dado certo se não fosse a ótima percepção de público que a Lew’Lara demonstrou. Partindo de uma rádio, ou seja um pólo de música, para aspirantes ou amantes da música, que quem sabe um dia poderão vir a ser músicos. Perfeito, leitura e planejamento traçados através de uma atenta leitura de briefing.

Quis aqui destacar isso porque com quase que absoluta certeza nenhum outro comentário sobre esse vídeo que você ver por aí vai olhar para isso. A grande maioria tende a se surpreender com evolução tecnológica aplicada na criação publicitária e tudo o mais. Por isso, fiz questão de mencionar essa parte no início desse texto, pois isso é sim louvável e importante. Mas não é tudo.

Logo, no conjunto da obra, quando todos os ingredientes são jogados na panela e começam a ferver, fazem tão bem ao paladar do consumidor quando provados. Sem entendimento de público não há anúncio e isso sempre foi assim, mas no mundo dos nativos digitais isso parece ter sido esquecido, como se o mise-en-scéne (o famosos “enfeitar o pavão) da coisa (tecnologia) bastasse para o público comprar a propaganda. Portanto, parabéns a equipe de criação da Lew’Lara/TBWA pela bela condução e execução do negócio.

E aí, o que você acha?

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Diogo Mattos

Tenho 27 anos, sou publicitário, especializado em redação, recém formado em mídia e comunicação pela University of East London, localizada em Londres. Aqui estou, para agregar minha visão de redator publicitário ao fatos da publicidade atual que mais chamam nossa atenção. Também escrevo para o meu blog pessoal www.activebrain-diogo.blogspot.com, onde publico artigos em inglês e português sobre temas relacionados ao mundo da comunicação e mídia atual.

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