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A Nostalgia é lucrativa

Yorhán Araújo 28 de Maio de 2015
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Nostalgia

No dicionário “nostalgia é uma espécie tristeza causada pela saudade de sua terra ou de sua pátria; melancolia. Saudade do passado ou de um lugar. Disfunções comportamentais causadas pela separação ou isolamento (físico) do país natal, pela ausência da família e pela vontade exacerbada de regressar à pátria. Saudade de alguma coisa, de uma circunstância já passada ou de uma condição que (uma pessoa) deixou de possuir. Condição melancólica causada pelo anseio de ter os sonhos realizados.
Condição daquele que é triste sem motivos explícitos.”

Via

Se tem algo que sempre aconteceu e atualmente acontece é a volta de algo que marcou nossas infâncias, o frenesi nostálgico nas redes sociais dessa vez afeta quem foi criança nos anos 90. Anúncios como a continuação de animes tipo Digimon e Dragon Ball são exemplos claros de que nada mais renovador para uma franquia do que reviver o velho, todos queremos no fundo reviver os tempos em que não tínhamos lá tanta preocupação.

É engraçado por que hoje em dia com internet e as pessoas podendo reviver a qualquer momento algo que marcou a vida, notícias como essas deixam pessoas tão inquietas. Bom para os estúdios que vão ganhar muito em cima de algo que já foi contado ou que precisavam de um reboot depois de tantas temporadas. Notícias de séries como Três é Demais (Full House) está prestes a ganhar uma nova temporada, mas quem liga pra isso.

Aliás, marcas se aproveitam muito disso também, como a Parmalat voltando com seus mamíferos e a música marcante, embora não tenha uma criança no fim falando “tomou”, ainda vale, ou a Kibon que relançou o Chantibon, sucesso dos anos 80 com um pote que tem a famosa logo do “K” com fundo amarelo. E a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum que foi um sucesso? Sem contar um dos canais mais famosos do YouTube, o Canal Nostalgia com mais de 3 milhões de inscritos que usa bem essa fórmula para cativar cada vez mais fãs. Está mais do que provada a eficácia da nostalgia mas como toda fórmula, ela deve ser usada com moderação.

Não basta só reviver nossa infância, tem que reviver com boa qualidade ou o efeito pode ser reverso. Vejo que por mais audaciosas que as campanhas estejam alguns casos ficam com aquele gostinho de “quero mais” como a campanha da Peugeot que trouxe em live action os tão amados personagens da Corrida Maluca, algum estúdio poderia aproveitar e continuar o comercial com um curta, seria bem interessante.

E aquele outro comercial do Super Bowl que trazia novamente o Ferris Bueller, estaria aí um ótimo gancho para uma nova versão do Curtindo a Vida Adoidado, talvez seja pedir muito das marcas que patrocinem filmes ou apenas curtas para satisfazer a vontade dos nostálgicos. O que resta é aproveitar o que tem voltado para nós, seja como filme, série ou comercial e torcer para que não nos decepcionem.

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Yorhán Araújo

Quase ilustrador, quase escritor, quase publicitário, porque viver de "quase" é sempre uma busca por melhorar... Ou quase.

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