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Crítica: Mad Max

Nina Elora 15 de junho de 2015
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madmax

Um dos grandes sucessos do cinema retornou aos cinemas neste mês, e tem atraído milhares de pessoas às salas de cinema de todo mundo. Mad Max retorna inteiramente novo, e é exatamente por isso que tem atraído a curiosidade de novos e velhos fãs.

Quando a divulgação da sequência começou, quem nunca viu aos filmes estrelado por Mel Gibson –  Mad Max (1979), Mad Max 2 – A Caçada Continua (1981), e Mad Max Além da Cúpula do Trovão (1985) – ficou um pouco confuso com toda a insanidade apresentada no trailer. A história mostra a realidade de um mundo pós apocalíptico, com o foco em Cidadela, governada por Immortan Joe. Após ser capturado por seguidores de Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas que são esposas do governante, e tratadas apenas como parideiras. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

No primeiro momento, nada se explica e logo se inicia o caos e até o último segundo do filme ele permanece como personagem principal. Afinal de contas, uma coisa difícil de enxergar nesse filme é quem é o verdadeiro protagonista, pois Max acaba ficando ofuscado pelo brilho de Theron, e até por Nux, personagem de Nicholas Holt. Justamente nesse pensamento, muitas pessoas compartilham do pensamento de que o diretor George Miller, quis mostrar um novo lado da história, e ao invés de mostrar que Max é o centro da atenção, o foco vira a liberdade que as mulheres buscam na sociedade fictícia, tendo uma referência ao novo foco do luta feminista atual. Porém, como o foco da luta feminista é não ter diferenças entre homens e mulheres, ficamos com o sentimento de que há uma ajuda mútua no decorrer do filme, sem um o outro não sobreviveria.

O que também chama muito a atenção de quem vê o filme, é que não só de visual vive o longa, mas também de uma trilha sonora que acompanhe a insanidade apresentada. Feita por Tom Holkenborg, o Junkie XL, toda a trilha é representada em forma de um carro de som com tambores e um guitarrista, que percorre todo o trajeto de perseguição.

Em suma, Mad Max é um excelente filme de ação, falta um pouco de esclarecimento sobre a história do protagonista e também sobre o mundo em questão, e é isso que tira um pouco o crédito final. O filme é um brilho para os olhos de quem adora efeitos especiais, e claro, um bom confronto entre opressor e oprimido.

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Nina Elora

Estudante de Design Gráfico, apaixonada por cinema, livros e séries. Acredito que um pouco de arte na vida de toda pessoa é essencial. E nada melhor pra melhorar o dia do que sorvete e um batom vermelho.

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