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O livro que pode ser plantado depois de lido

Bruno Haulfermet 22 de junho de 2015
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Cada vez mais estamos discutindo temas que foram ignorados por muitos anos e que são de vital importância para a sociedade e para nossa vida pessoal. Dentre os debates envolvendo preconceito entre raças, classes sociais, sexualidade, violência e corrupção, outro assunto que nos impacta e entristece é o descaso com o meio ambiente e como temos consumido tudo que ele tem a oferecer sem a menor cerimônia.

De torneiras abertas sem necessidade ao consumo exagerado de papel, cada pequena coisa soma negativamente à essa realidade assustadora. De olho em alguns desses pontos – o desmatamento e a produção excessiva de papel – a gráfica argentina de livros infantis Pequeño Editor criou, junto da agência de publicidade FCB Buenos Aires, um livro que pode ser plantado depois de lido.

O objetivo é conscientizar crianças (e adultos, porque não?) dos riscos que os maus-tratos ao meio ambiente podem trazer. Com exemplares feitos a partir de tintas ecológicas e papel alcalino, o Tree Book Tree, como é chamado, conta ainda com impressão em serigrafia, montagem manual e tem como uma de suas matérias-primas sementes de jacarandá, uma árvore que está ameaçada de extinção. Seus criadores o definem como “o livro que retorna para a natureza aquilo que ele tomou emprestado para ser criado”.

Lançado em março deste ano com o título “Meu pai estava na selva” e baseado em fatos reais, a história é narrada por um menino que descreve as aventuras de seu pai em uma selva do Equador. Foi escrito pelo argentino Gusti e ilustrado pela francesa Anne Decis.

É muito carinho pelo planeta, minha gente:

Tree-Book-Tree Study Case (2015) from Guido Cassini on Vimeo.

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Bruno Haulfermet

Designer, escritor nas horas vagas e curioso. Não saio de casa sem mochila e um fone de ouvido.

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