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Um bebê transforma o mundo na nova propaganda da Pampers

Diogo Mattos 3 de julho de 2015
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Hushforbaby_capa

Quais os dois maiores clichês da propaganda? Vou te dar um tempo para pensar, agora, vai… Respondeu? Isso mesmo: Bichinhos (pelúcia ou animais) e bebês, ah os bebês, que coisas fofas demais. Não é a toa que fazem parte do lugar-comum da publicidade.

Muitos profissionais que estão iniciando no mercado da propaganda pensam que porque é trivial e todo o mundo faz é ruim, e tendem a jogar fora uma ideia só porque as vezes passa por esses chavões. Mas o que muitos não sabem ou ignoram é que esse ruim pode ser bom, contanto que seja feito de forma criativa. Contraditório? Não, pense comigo.

Uma ideia corriqueira que passa por critérios e pensamentos diferentes deixa assim de ser clichê e começa a ser muito mais interessante, concorda? Então, é assim que tem que ser e é assumindo isso que as agências mais criativas atuais elaboram suas peças.

A Pampers, um bebê e uma ação

A Pampers lançou um vídeo onde mostra como um bebê pode mudar o mundo a sua volta, através de pequenos detalhes. Coisas do cotidiano que se voltam ao mundo desse pequeno ser apenas para privilegia-lo.

O filme, criado pela Saatchi&Saatchi Nova York em parceria com a MassiveMusic, recriou a famosa canção “Hush Litlle Baby” (Acalme pequeno Bebê, do original em Inglês) com ajustes que costuraram a história que se conta.

No vídeo, que você vai poder assistir abaixo, ouvimos a música tocante intercalada com imagens que mostram como um pequeno bebê pode despertar o que há de melhor em cada um. Tudo isso atrelado a muitas doses de emoção, é claro.

A iniciativa social faz parte da campanha “Better for Baby” e deixa como mensagem: “O bebê transforma o mundo em um lugar melhor porque inspiram os adultos a darem seu melhor”.

Veja abaixo o vídeo original em Inglês, mas com legendas. Depois me acompanhe em minha análise exclusiva!

Minha análise da propaganda

O que achei muito interessante nesse caso foi como a história foi contada, não só pelo protagonista dela, mas pela narrativa em si. A emoção, parte integrante da propaganda moderna, deu um tom especial a esse mundo do bebê. Onde tudo é feito e pensando em função dele.

Eu sinceramente não acredito que o clichê nesse caso tenha sido ruim, embora a ideia em si não seja lá muito inovadora e diferenciada. Mas para mim o grande ponto forte do filme foi a narrativa emotiva e bem elaborada pela Saatchi&Saatchi, que junto a uma produção legal elevou o nível da obra.

Um esclarecimento

Antes de encerrar esta breve análise, preciso enfatizar que eu não estou de forma alguma favorecendo ou desmerecendo o uso dos lugar-comum. Por isso que lá no início do texto falei saber explorar isso na criação, expandindo a ideia em um conceito bacana, que pudesse passear por meios diferenciados.

Por outro lado, eu também fico incomodado quando vejo um excesso no uso de pelúcias, animais e crianças em comerciais e anúncios por aí. Eles funcionam e chama atenção, tudo bem, mais um pouco de “pensar fora da caixa” não faz mal a ninguém. Aliás, eu como publicitário, sou extremamente a favor da propaganda inteligente, da criação publicitária e acima de tudo, daquilo que leva a novas possibilidades.

Mas enfim, essas são coisas apenas para ficarmos atentos, pois há os dois lados da moeda nessa coisa toda. E acredito ter conseguido mostrar isso para vocês nesse post, através de um bom exemplo (a meu ver) de como usar um clichê com sucesso.

Agora eu quero saber, o que você acha sobre essa propaganda? Deixe seu comentário abaixo, adoraríamos saber sua opinião.

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Diogo Mattos

Tenho 27 anos, sou publicitário, especializado em redação, recém formado em mídia e comunicação pela University of East London, localizada em Londres. Aqui estou, para agregar minha visão de redator publicitário ao fatos da publicidade atual que mais chamam nossa atenção. Também escrevo para o meu blog pessoal www.activebrain-diogo.blogspot.com, onde publico artigos em inglês e português sobre temas relacionados ao mundo da comunicação e mídia atual.

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