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A popularidade do rádio!

Hermes Garcia 17 de setembro de 2015
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shutterstock_163882400Imagem: shutterstock.com

“Olá querido ouvinte!”

Esta frase, dita com aquela voz grave vinda do rádio, está longe de ter um fim. Digo isso porque bochichos vindos dos corredores virtuais sobre a tão jovem internet afirmam que ela chegou para substituir os demais meios de comunicação. É sempre assim, basta surgir um novo meio e a empolgação precipitada decreta o fim do meio mais antigo, coisas de um falso senso comum, já que uma pesquisa recente apresentada pelo IBOPE Media reafirma o quão presente está o rádio nas principais metrópoles do Brasil. Tal pesquisa indica que nas 13 principais capitais metropolitanas pesquisadas, há cerca de 52 milhões de ouvintes (89% dos brasileiros), que escutam rádio em média 3h50min por dia e que buscam principalmente notícias e prestações de serviços, e sequencia de músicas sem intervalo.

A pesquisa feita com pessoas entre 10 e 49 anos indica que a maior parcela, 28% dos ouvintes, está entre 30 e 39 anos, o que não muda muito da menor parcela que está entre aqueles de 10 e 19 anos e atinge 20% da totalidade.

E se você está pensando que o radio sobrevive por causa dos congestionamentos (afinal quem mora nas capitais sabe da importância de ter a companhia do locutor dentro do carro parado no trânsito), saiba que esse não é o único e tão pouco o principal motivo, já que 65% dos ouvintes desfrutam do prazer radiofônico através de aparelhos portáteis, radio relógio e etc… Uma explicação viável para a imortalidade do rádio está na sua versatilidade, além de atingir a população de uma forma geral, o rádio é democrático com os outros meios de comunicação quando o assunto é dividir nossa atenção, visto que é um dos poucos (ou talvez o único) que permite ser apreciado ao mesmo tempo em que exercemos outras tarefas, ou seja, podemos consumir de outros meios ou realizar tarefas cotidianas enquanto curtimos musicas e notícias.

Se você é um aspirante a publicitário, é bom manter-se atento quanto à força desse meio, que tem o alcance de mercado de mais de 85% em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e mais de 90% em cidades como Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre, que foram atingidos por mais de nove mil anunciantes que proporcionaram mais de cinco milhões de inserções durante as programações, só no ano de 2014.

Esses números mostram como a falência do rádio está longe do fim e principalmente como gostamos de nos comunicar, entreter e nos informar, não importa como.

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Hermes Garcia

Paulista, canhoto, estudante de publicidade que sonha em ser escritor, mas se diverte como amante da fotografia e nunca perde o interesse por sociologia.

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