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A tendência da intuição para uma nova agência de publicidade

Fabio Queiroz 7 de dezembro de 2015
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shutterstock_81988135Imagem: shutterstock.com

Provavelmente este é um assunto de muito interesse para profissionais e estudantes de publicidade e propaganda.
Atualmente a efetivação de compor anúncios publicitários eficazes depende mais de onde você vai colocar o seu anúncio do que onde o seu cliente acredita que você deve coloca-lo. ‘’Mas ora, não deveria ser sempre assim?’’ Eu humildemente vos respondo: Mas não é. Este é um conflito que nós profissionais da propaganda vivemos diariamente, o pior, isto é regredir demais para tanta evolução em nosso ramo. Quantos colegas da sua agência já ouviram falar sobre storytelling, storydoing, hibridização das mídias, cross mídia, narrativas transmidiáticas, mídia programática, Big Data, melhor, quantos deles souberam passar esses conceitos para os seus próprios clientes ao estarem trabalhando com suas respectivas marcas?

O comodismo é o grande culpado pelo relacionamento interpessoal de clientes e agências não estar evoluindo. Temos em nossas mãos o poder de criar algo novo, relevante para o consumidor, porém, continuamos investindo a maioria da verba em Vt’s de 30’’ e spots publicitários que transmitem no momento o que você quer passar, mas não o que é importante mostrar. A Tv e o rádio têm a sua credibilidade e são plataformas indubitavelmente necessárias na construção de uma marca, mas quando agregadas a conteúdo e adaptadas a própria evolução das mídias. Pergunto-me às vezes se a culpa é realmente do cliente ou do profissional que deixou de dizer uma grande ideia para a nova campanha por ter se acomodado com a tão famosa busca pela ‘’fácil aprovação’’. E não, se você pensa que otimizar uma publicação no Facebook é sinônimo de inovar, não é. Saia agora da sua zona de conforto.

Será que o profissional de mídia é realmente um dos novos profissionais de ‘’criação’’ como afirmou o grandioso Nizan Guanaes no evento Maxmídia em 2015?

Agências não deveriam pensar em formar uma ‘’agência digital’’, deveriam trabalhar com o conceito de comunicação integrada, onde não existe On e Off, mas sim uma sinergia iniciada na simples vontade do anunciante querer anunciar o seu produto/serviço de uma maneira que transforme positivamente a percepção do consumidor diante sua marca.

Brad Jakeman, presidente da Pepsi Co, acredita que o modelo hoje seguido por agências de publicidade está se esgotando e fala que a falta de diversidade na indústria é um grande empecilho no desenvolvimento da tão sonhada inovação, almejada não só pelos profissionais da área, mas também pelos donos das empresas. ‘’Não adianta juntar em uma sala um bando de homens para vender um produto onde a maioria dos seus consumidores são mulheres’’. O processo de criação das peças deve começar na escolha dos profissionais que irão desenvolvê-las, pois não adianta segmentar um público e não entende-lo.

Segundo Toffler, ‘’O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender’’.

A frase acima representa o que devemos fazer, reaprender. Devemos caminhar juntos com os nossos clientes em ambientes ainda pouco explorados e sair na frente, visto que ambos pretendemos chegar ao mesmo lugar, o sucesso da marca, o da agência é uma consequência planejada. É uma via de mão única onde quem ganha é quem melhor se adapta, e quem perde, é quem continuou não se adaptando.

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Fabio Queiroz

Estudante de publicidade e propaganda apaioxonado por cinema, boa música e a ideia de um dia ser publicitário

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