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Redes sociais e o discurso de ódio na web

Fernando Magnus 7 de dezembro de 2015
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shutterstock_316021562Imagem: shutterstock.com

O fácil acesso à internet e a popularização das redes sociais (facebook, instagram e twitter), tem se tornado um excelente meio de comunicação no dia a dia. Entretanto estas plataformas vêm sendo utilizadas para pratica de violência virtual ou cyberbullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como “intimidar” ou “amedrontar” através de ações realizadas no ambiente digital).

Casos como o da jornalista Maria Júlia Coutinho, que recentemente foi alvo de comentários com conteúdo racistas publicados através da página do Jornal Nacional no Facebook, expõem um falso ‘mascaramento’ oferecido pela web, onde uma enxurrada de opiniões preconceituosas e discursos intolerantes são emitidos por trás de computadores e smartphones.

Utilizando-se da inconsistente justificativa de ‘liberdade de expressão’, milhares de internautas posicionam-se de forma grosseira, atacando a dignidade de pessoas que interagem no ciberespaço. Entretanto, existe uma série de ações que podem ser praticadas para o combate ou mesmo denuncia deste tipo de comportamento.

Ignorar e bloquear comentários que contenha conteúdo agressivo, registrar ou salvar o “printscreen” de arquivos que comprovam o cyberbullying ou mesmo evitando ser conivente (não curtindo, compartilhando ou comentando tais ações) com pessoas ou grupos relacionados a este tipo de situação pode colaborar para resolver este problema
Em situações mais graves, duas importantes medidas podem ser tomadas. A primeira delas é o acesso ao projeto Humaniza Redes que é idealizado pelo Governo Federal e pode ser utilizado para denúncia de crimes virtuais (como preconceito com deficientes, racismo, machismo, homofobia, transfobia, além de alertas para que os pais tenham cuidados com o que os filhos acessam na internet).

A segunda é o acesso ao site da Safernet, órgão parceiro do Ministério Público Federal que atua como recebe denúncias envolvendo páginas contendo evidências dos crimes de Ponografia Infantil ou Pedofilia, Racismo, Neonazismo, Intolerância Religiosa, Apologia e Incitação a crimes contra a vida, Homofobia e maus tratos contra os animais.

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Fernando Magnus

Workaholic de nascença e estudante de jornalismo no momento. Social media e internauta compulsivo, apaixonado por música, fotografia, séries e livros.

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