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O que perseguir sonhos tem a ver com publicidade?

Fabio Queiroz 11 de Janeiro de 2016
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shutterstock_150937751Imagens: shutterstock.com

Os seus sonhos não serão realizados em dias, mas em anos. Pense em uma grande banda, um grande ator ou atriz, um escritor, um empresário que mudou a vida de milhões de pessoas com sua invenção antes considerada idiota ou desnecessária para a sociedade. Todas essas pessoas levaram no mínimo uma década para serem realmente ouvidas, pois é fato, toda grande ideia começa com um louco e um insensato plano, que amadurece e se torna viável.

Em entrevista recente, a queridinha de Hollywood, Jennifer Lawrence, disse que literalmente dividia sua comida com ratos. A atriz saiu de casa aos 14 anos para seguir seu sonho de ser uma grande atriz, sem muitas condições, dividiu seu apartamento com alguns roedores. No começo, ela diz que ao perceber que um pão tinha sido mordido por um de seus “colegas”, o jogava fora, mas com os ataques constantes ela aprendeu a só cortar o pedaço afetado.

Ela não tinha dinheiro, sucesso, ou um bom lugar para morar. No entanto, tinha algo melhor: foco, determinação e talento. Ela ainda conta o lado bom dessa situação, só vivendo precariamente, dividindo comida com bichos que ela não escolheu em um Pet Shop, foi que conseguiu convencer seus pais de que ela realmente queria ser atriz. Ela precisou dividir sua comida com ratos para começarem a acreditar nela.

Quem são seus ratos? Abrace-os, leve-os para jantar, à praia, quem sabe até tomar um café. Enxerguem o lado bom das experiências frustrantes que você passa diariamente. Pessoas vão te dizer que você não é bom o suficiente, inteligente o suficiente, visionário o suficiente ou talentoso o suficiente. Tente tirar essas conclusões você mesmo. A opinião alheia é importante, mas irrelevante quando você acredita em você mesmo.

Recentemente, estava assistindo o canal BIS na TV e passava a cerimônia de admissão de alguns artistas no Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. A edição era a de 2015.

Lou Reed, Ringo Starr, Bill Withers foram alguns dos nomes admitidos pelo museu, mas uma banda em especial chamou minha atenção, o Green Day. Não foi uma surpresa, apenas lembrei a primeira vez que vi Billie Joe, Mike Dirnt e Tré Coll na MTV. Eu tinha mais ou menos uns 08 anos e estava impressionado com o que via naquela TV de 29 polegadas no meu quarto e do meu irmão mais velho, era o videoclipe de American Idiot. Aqueles caras com lápis de olho, cabelo espetado, tatuagens pelo corpo, e uma bandeira pintada de verde ao fundo chamando a nação mais poderosa do mundo de idiota e alienada me fizeram pensar em uma coisa: absolutamente nada. Apenas absorvia o que eu estava vendo e sentindo naquele momento. Era incrível, foi a primeira vez que escutei Rock and Roll na vida.

No discurso, a banda agradeceu a seus familiares, à Idiot Nation (fãs da banda), às pessoas que ofereceram o chão para eles passarem a noite e aos donos de bares e quintais de casa que os deixaram mostrar o seu trabalho. Logo após, apresentaram-se no palco com American Idiot, e dessa vez eu consegui pensar em algo: quantos ‘’nãos’’ três caras com lápis de olho, cabelo espetado, tatuagens pelo corpo e com pensamentos que quebram padrões já intrínsecos em uma sociedade receberam até chegar naquele momento marcado pela honra de entrar para o museu do Rock e pelo reconhecimento do seu trabalho por mitos da música que antes eram apenas discos que eles escutavam?

Billie Joe terminou seu agradecimento dizendo “Eu amo Rock and Roll, e vou continuar amando até o dia em que eu morrer”.

Você sabe cozinhar? Cozinhe. Faça uma boa lasanha e sirva para seus amigos. Você sabe fazer filmes? Dirija o próximo ‘’Amnésia’’ melhor que o Nolan ou escreva o sucessor de ‘’Pulp Fiction’’ como o Tarantino. Você sabe lutar? Derrube seu oponente em menos de 15 segundos como o McGregor. Você tem uma banda? Sejam os próximos Green Day.
Façam o que vocês tem certeza que sabem fazer. O que amam. Não se vendam ao mercado que quer comprar sua liberdade, seja de vida, expressão, pensamento ou vontade. Todos nós estamos à procura de algo, e não procurar não vai nos fazer achar.

A diferença de quem faz sucesso hoje e você é que o de hoje provavelmente começou há 10 anos.

E o que perseguir sonhos tem a ver com publicidade? A busca pela viabilização de ideias.

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Fabio Queiroz

Estudante de publicidade e propaganda apaioxonado por cinema, boa música e a ideia de um dia ser publicitário

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