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Quem vende quem?

Fabio Queiroz 1 de Fevereiro de 2016
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Grandes marcas aprenderam uma estratégia importante no cenário atual em que elas estão atuando.  Ao usar uma celebridade em uma das suas campanhas, elas estão investindo em um reconhecimento midiático de amplo alcance, pois, além da visibilidade que ela irá ganha por estar usando o indivíduo em questão, ela também vai estar se apropriando do poder de influência que o tal ou a tal têm em sua respectiva época. Ou seja, quanto mais seguidores melhor.

Foi-se o tempo dos famosos globais dominarem a maioria dos cachês publicitários em campanhas. Hoje, outras ferramentas são utilizadas, e, famosos a parte, todos podem ser célebres diante a conexão interpessoal do mundo oferecido pela internet.

Em um dos processos de branding de uma marca deve-se criar uma personalidade para ela. Antes, apenas idealizava-se um estereótipo, hoje, personifica-se não só uma personalidade, mas também um estilo de vida decorrente de atitudes de uma pessoa. De um influenciador. E acredite, todos nós queremos um estilo.

Será que o público alvo da determinada marca está entre os seguidores do influenciador utilizado para a campanha? É um investimento alto, se o retorno não for maior, de que valeu a pena? Visibilidade? Sabemos que não anunciamos para isso.

O influenciador deve ser estudado, qual o segmento que ele tem mais contato? Qual o conteúdo que ele distribui para o próprio público? Métricas devem ser o recurso aplicado para medir a proporção do investimento e do retorno.

Quem nunca quis perder peso? Ganhar massa muscular? Ter um estilo de vida mais saudável? Viajar para lugares incríveis? Conversar sobre cinema? Aprender a tocar um instrumento? Seguir tendências da moda? Ouvir dicas sobre jogos? Saber onde encontrar o hambúrguer mais gostoso da cidade?

Você provavelmente já aspirou uma das coisas citadas acima, e graças ao poder de proporcionar da internet, hoje influenciadores são mídias. Pois, distribuem o modelo de vida que você sempre quis ter através de uma tela.

Quem nunca ouviu falar em Gabriela Pugliesi e o seu poder de influência nas mídias? Cada postagem tem um intuito de vender seu estilo de vida. Consequentemente, uma marca ao enxergar nela um meio de divulgação dos seus produtos ou serviços, investe em seu poder de influência sobre seus seguidores, pois acredita que potenciais consumidores ao verem Gabriela Pugliesi usar determinada marca, verão ali o melhor produto, pois a ‘’modelo’’ que os inspiram a terem aquela vida o usa.

Não é qualquer influenciador que tem sucesso, Pugliesi é uma grande empresária e gerencia de forma brilhante seus negócios. Ou você realmente acha que ela só faz malhar? (Este post não é pago)

A tão sonhada humanização das marcas vem se concretizando de fato nos últimos anos. A credibilidade que consumidores procuram não sai mais da TV, mas do bom e velho ‘’boca-boca’’ de outras telas. Interação é a ponte para a distribuição. E não falo a respeito de trocar comentários com clientes, isto é obrigatório. Falo agora sobre interagir em um nível pessoal, onde sua marca tem imagem, personalidade própria e uma essência.

Neste anúncio, quem vende quem?

A modelo vende a marca? Ou a Chanel se utiliza da imagem da Cara Delevingne para se promover?

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Obviamente sabemos a resposta, mas vamos analisar este anúncio de outra forma:

Cara Delevingne tem cerca de 26 milhões de seguidores no Instagram. A Chanel tem 9 milhões e 700 mil. Provavelmente esses números terão aumentado enquanto você estiver lendo este texto. Investir em uma pessoa a qual tem o perfil que condiz com o posicionamento que você quer no momento para sua marca e também do público que você quer atingir é branding.

É um ganho duplo. A imagem da marca é compartilhada com o estilo de vida que a modelo leva, que pode ser vista em suas mídias sociais. E a percepção aspirada pela marca no mercado é efetivada de maneira natural.

O Instagram é uma mídia extraordinária para negócios. O último Relatório de Mídias Sociais 360°, desenvolvido pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital da (FAAP), apontou um crescimento significativo da mídia e da importância de marcas aderirem cada vez mais ao uso do audiovisual em suas estratégias de comunicação.

Obviamente a Chanel é uma marca consagrada no mundo da moda, mas quem seria ela sem a ajuda da Marilyn Monroe, Karl Lagerfeld ou a própria Coco? A imagem é a atração que nos impulsiona a desejar. E essas pessoas ajudaram a valorizar a concepção que temos diante dessa marca.

Em um anúncio da marca:

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Ou em uma foto pessoal no instagram:

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Cria-se uma credibilidade de integração entre produto e personalidade que é passada para o público mais ou menos dessa forma: ‘’Kendall Jenner é tão legal, eu queria ser como ela. Talvez se eu comprar roupas íntimas da Calvin Klein eu posso ter pelo menos o mesmo estilo’’.
É cientificamente comprovado que a imagem nos auxilia na decisão de compra por facilitar a ideia da transmutação, que é nos colocar no lugar do que vimos. É um processo que é correspondido pelo prazer ao adquirirmos o que é anunciado.

Uma imagem vale mais que mil palavras. Pense nisso. Ser um influenciador é ser um realizador, que promove a imagem do que você gostaria de ter ou se identifica na vida. Você pode ser o próximo influenciador dos próximos anos, cuide da sua imagem, direcione-se em um segmento e invista no digital. Quem sabe alguma marca algum dia pagará você para dar sua opinião.

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Fabio Queiroz

Estudante de publicidade e propaganda apaioxonado por cinema, boa música e a ideia de um dia ser publicitário

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