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Alimente seu portfólio

Hermes Garcia 23 de Fevereiro de 2016
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shutterstock_248749117Imagem: shutterstock.com

Antes de qualquer coisa é preciso entender que para ter um portfólio é preciso cria-lo, que é bem diferente de inventá-lo. Para que você não precise se apoderar dos trabalhos que pouco participou ou das ideias que praticamente não colaborou, arregrasse as mangas, queime alguns de seus neurônios com seu próprio esforço e eles se multiplicarão te poupando de certos constrangimentos futuros e, provavelmente, colaborarão para um desempenho mais satisfatório e prazeroso.

Entendendo que você trabalhou para criar algo ou trabalhará (nunca é tarde), quando chegado o momento de precisar ter um portfólio você deverá ter nesse, representatividade do seu lado profissional e humano, suas ideias e habilidades.

Obviamente, se você é apenas um estudante (como eu), não são muitos os exemplos que podem ser exibidos. Essa inexperiência pode gerar certo desconforto, mas primeiramente aceite que, apesar de ter aparentemente a mesma formação daqueles a sua volta, você é diferente deles, então defenda seus ideais com coerência e pouco “achismo”. Nada de querer ser igual a todo mundo, sua mãe já dizia; você não é todo mundo.

Mesmo porque o aprendizado na faculdade é percebido de formas diferentes entre alunos, e aqueles que atuam com comunicação social absorvem seu repertório, obrigatoriamente em sua maior parte, fora do ambiente acadêmico.

Então, sabendo disso, tenha ações que abasteçam seu portfólio. Aproveite seu cotidiano; sites, livros, palestras, shows, eventos, exposições, voluntariados, cases, e até mesmo conversas de bar. Tais experiências, de um jeito ou de outro, te formam como ser humano e profissional. Essas ações, analisadas com intuito de aprendizagem e misturadas às teorias acadêmicas são a primeira parte da criação do seu portfólio, pois daí partirá conhecimento e estímulos necessários para trabalhos autorais mais representativos.

Caso não haja nada que você possa apresentar além das teorias aprendidas na universidade (resumidas como “formação academia” em três linhas de um currículo), é hora de mudar a rotina, aprender algo além do básico, passear por cenários inesperados, conhecer pessoas diferentes, experimentar, rever planos, ideias, analisar conselhos, pesquisar, escrever, questionar verdades, desafiar suposições e ensinar.

Paralelamente a todas essas experiências, haja, colabore com o que tiver ao seu alcance, faça uma intervenção criativa em algum lugar, acompanhe profissionais mais experientes, participe de projetos públicos, faça parceria com outro colega que também precise construir um portfolio, crie para a loja do seu vizinho ou amigo, faça seus trabalhos acadêmicos com seriedade profissional e, principalmente, represente-se em cada ação que fizer para ter satisfação no que faz.

Depois de tantas ações, certamente haverá suprimento para criação do seu futuro portfólio. Então filtre novamente, escolha os trabalhos que melhor te representam, ou seja, ao invés de sair atirando para todos os lados, oferte aquilo que você é capaz de colocar para fora do papel com excelência, ainda que pareça pouco no primeiro momento.

Agindo assim é possível disseminar seu trabalho, divulgar entre colegas de turma, professores, redes sociais, ou qualquer outro meio que lhe trará um feedback ou te levará a uma entrevista de emprego da qual você se sairá bem, simplesmente porque domina o conteúdo exibido no seu portfólio.

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Hermes Garcia

Paulista, canhoto, estudante de publicidade que sonha em ser escritor, mas se diverte como amante da fotografia e nunca perde o interesse por sociologia.

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