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A utilização das mídias sociais nas manifestações contra corrupção

Fernando Magnus 14 de Março de 2016
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Nos últimos anos, parte da população brasileira tem se mostrando preocupada com a situação política e econômica do país. Sucessivos escândalos e atos de corrupção despertaram no cidadão um desejo de mudança. Neste contexto, aplicativos e redes sociais se tornam fundamentais na organização de protestos que invadem as ruas de norte a sul do país.

Se antes os veículos de comunicação sofriam de “miopia seletiva”, transmitindo e mascarando manifestações populares como se fossem datas comemorativas, as mídias sociais têm tomado as rédeas ideológicas para mostrar o que pensa o povo. Prova disso é que no último domingo (13), diversas cidades do país foram tomadas por manifestantes, que através da troca de mensagens instantâneas, posts e compartilhamentos, se organizaram para expressar suas opiniões sobre o cenário político nacional.

Desde a grande manifestação intitulada #ogiganteacordou, realizada em junho de 2013, as mídias sociais se transformaram no fio condutor deste tipo de protesto. Cada vez menos dependentes da grande mídia, o povo experimenta a possibilidade de difundir suas ideologias através de smartphones, aprimorando-se na produção de divulgação deste tipo de conteúdo, seja através de grupos no WhatsApp, memes, vídeos (virais) e hashtags.

Abordando os dados da manifestação, os números são surpreendentes. A hashtag #vempraruabrasil figurou entre os tópicos mais comentados no Twitter; de acordo com o site Keyhole, no último domingo o uso da mesma hashtag foi utilizada por mais de 1,2 milhões de usuários. Além de muitas postagens no Facebook, a página do deputado federal Jean Wyllys foi invadida por alguns minutos, tendo sua foto substituída por Jair Bolsonaro.

No Instagram, foram mais de 21 mil fotos publicadas com a hashtag #vempraruabrasil; no Google Trends, os termos “Sergio Moro”, “Impeachment” e “Protesto” constaram entre os termos mais pesquisados durante o dia. O fato é que os internautas usam cada dia mais as redes sociais como canal de expressão de ideias e grande instrumento de transformação.

Fernando Magnus

Workaholic de nascença e estudante de jornalismo no momento. Social media e internauta compulsivo, apaixonado por música, fotografia, séries e livros.

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