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Bye, bye Heinz: como a empresa perdeu mercado no Canadá e o que isso nos ensina

Gabriela Araújo 21 de Março de 2016
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Ninguém imagina que uma empresa do porte da Heinz possa enfrentar crise de mercado em algum lugar, não é mesmo? Com seu ketchup maravilhoso, a propaganda impecável e o preço bem salgado, a marca reina absoluta neste mercado.

Foi, talvez, com esta prepotência que fecharam a fábrica na cidade de Leamington, conhecida como a cidade do tomate, demitindo 800 funcionários e desestabilizando a agricultura local.

A Heinz já não produz ketchup com tomates canadenses desde 2014, mas foi recentemente que um morador da pequena cidade resolveu sugerir aos seus 400 fãs no Facebook um boicote à marca. A proposta era que consumissem o ketchup da concorrente francesa, French’s, que utilizava tomates nacionais.

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O post foi compartilhado 150 mil vezes e as prateleiras dos mercados locais mostram o resultado:

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Inclusive foi feita uma comparação para mostrar que o French’s, de fato, é melhor que a Heinz (será?)

O que isso prova? Muitas coisas. Que não podemos subestimar um consumidor, mesmo que ele more em uma cidade pequena e tenha poucos amigos. Que o SAC 2.0 é real, está acontecendo, e as marcas estão perdendo terreno ao ignorar as vozes dos consumidores online – em especial os que reclamam.

E, principalmente, algo que ninguém pensou ainda: a força das redes sociais é evidente, mas são apenas propagadores de uma força mais sólida: a força do consumidor! O respeito que o consumidor tem pelo mercado nacional, apoiando empresas que produzem com suas manufaturas e mão de obra, e literalmente enxotando aquelas que querem vender sem oferecer nada de bom em troca para a economia do país, e consequentemente, para os próprios cidadãos.

Gostaria que os consumidores brasileiros se espelhassem nos canadenses, valorizassem mais a produção nacional, e usassem a força espetacular da propaganda e das redes sociais em prol desta causa, não apenas para babar ovo em produtos internacionais.

Quem sabe um dia…

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Gabriela Araújo

Enquanto tento não pirar após ter me formado em Publicidade, trabalho como planner digital e social media no interior de São Paulo - viajando em qualquer fim-de-semana que der uma brecha. Meta de vida: trabalhar como publicitária em uma casinha na praia com uma biblioteca enorme.

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