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Crítica: O quarto de Jack

Fernanda Soares 25 de Março de 2016
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Antes de qualquer coisa devo dizer que O Quarto de Jack merecia vários prêmios e um Oscar. O filme retrata a vida de uma mulher que é seqüestrada aos 17 anos e fica presa em um cativeiro por mais sete anos da sua vida. Com a sua rotina transformada e o psicológico nitidamente abalado, Joy (Brie Larson) acaba gerando um filho que é conseqüência dos estupros do seu seqüestrador. O pequeno Jack (Jacob Tremblay) que já aparece na trama com cinco anos de idade faz um espetáculo de interpretação e aperta o nosso coração de telespectador com a sua ingenuidade e o seu não conhecimento do mundo externo.

O quarto, a clarabóia, o armário, a pia, o vaso, a cama. Tudo improvisado e pequeno demais para um mundo real. Jack conhecia apenas esse mundo, o seu metro quadrado onde as suas imaginações tornavam-se muito maiores do que o espaço que lhe cabia. Depois de anos de sofrimento Joy decide se arriscar em um plano que poderia salvar a vida de ambos, ou ao menos salvaria o pequeno Jack.

O filme é narrado pela perspectiva da criança, e quanto menos você souber do enredo, melhor. Você acaba se surpreendendo, e se prestar bastante atenção consegue enxergar os detalhes, como por exemplo, as expressões faciais que mostram como o enclausuramento vem consumindo Joy e como Jack desde o início fará você se apaixonar por ele.

Do diretor Lenny Abrahamson essa obra foi adaptada de um romance homônimo escrito por Emma Donoghue em 2010, ao qual muitos consideravam ser uma obra inadaptável. Mas, o diretor conseguiu transmitir toda a sensibilidade, drama, receio, traumas, sofrimento e acima de tudo, o inigualável amor, proteção e fidelidade que mãe e filho construíram dentro do cativeiro. Como nas minhas críticas não gosto muito de dar spoilers não vou citar o final para que você possa se permitir a descobri-lo. Porém afirmo com toda a convicção: Vale muito a pena assistir ao longa e suar pelos olhos. Porque as lágrimas caem.

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Fernanda Soares

Publicitária, amante de informações e nas horas vagas uma consumidora fiel de séries americanas, sem contar com a paixão pela música.

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