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A propaganda em defesa dos ateus

Dayanna Pacheco 5 de Maio de 2016
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A grande maioria das pessoas tem alguma crença ou tendência religiosa não é mesmo? E quantas vezes ao questionarmos um conhecido ou colega sobre religião temos algumas respostas nada conclusivas do tipo, sou católico mas me afastei ou ainda: sou espírita, não-praticante.

Pois bem, ocorre um estranhamento até exagerado quando uma pessoa responde que não acredita em Deus. Eu diria até que muitos encaram essa resposta como uma heresia e já descarregam um volume imenso de críticas e preconceitos.

Num país como o Brasil, rico em manifestações religiosas ‘parece’ que é mais aceito ser agnóstico do que ateu, talvez pelo fato que os primeiros admitam a possibilidade de existir Deus, ou seja, talvez mudem de ideia.

Em 2010 a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (sim, ela existe oras!) lançou uma campanha bem inusitada, ao menos não se vê algo do tipo com frequência. Além do tema já despertar debates acalorados, o teor do texto reforçou os olhares tortos e indignados. E você, qual a sua opinião?

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Dois anos antes, em Londres, também houve algo nesse sentido. Uma campanha foi veiculada utilizando os ônibus da cidade. Leia o trecho da reportagem divulgada pela revista Época e faça suas avaliações:

Os ônibus ateus de Londres
“Quando o filho Dele vier, ele encontrará fé na Terra?”. Essa foi a mensagem religiosa que despertou a ira da jornalista inglesa Ariane Sherine, de 28 anos. Ela caminhava pelas ruas de Londres quando reparou em dois ônibus que circulavam com o slogan. A publicidade ainda trazia um endereço na internet. Sherine não acredita em Deus e não tinha por que buscar respostas divinas para seus problemas com o transporte londrino. Mas sua desconfiança virou curiosidade. Ela visitou o site religioso e leu a seguinte ameaça: “Você será condenada a separar-se de Deus e passará a eternidade em tormento no inferno”. Sherine não achou aquilo nada engraçado, e pensou numa provocação a altura para estampar os mesmos ônibus vermelhos de sua cidade. “Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”. A guerra santa estava comprada. Leia a reportagem na íntegra.

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Em resumo a religião não é, necessariamente, um tabu como muito se fala. O que ocorre é que o extremismo e a intolerância é que são mais fortes do que qualquer outra coisa. É mais fácil criticar do que compreender e respeitar (e isso vale para as duas ’partes’).

Fonte: Mundo Estranho e Revista Época.

 

 

 

Dayanna Pacheco

Goianiense (sem pé rachado mas que adora pequi e pagode) que encontrou na publicidade a melhor forma para justificar os insights diários nada convencionais sobre os mistérios do universo, do cotidiano e da decoração doméstica.​

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