Digite para buscar

A responsabilização das redes sociais sobre o conteúdo de seus usuários

Fernando Magnus 14 de junho de 2016
Share

person-apple-laptop-notebook

Não é nenhuma novidade que além de facilitar o acesso a um universo de informações, a utilização das redes sociais possibilita aos seus usuários uma melhor e mais rápida com amigos e familiares, além de oferecer a empresas e marcas um excelente canal de comunicação com seu público.

Entretanto, plataformas como o Facebook, Twitter e Instagram lidam com uma situação bastante delicada: a forma como seus usuários as utilizam bem como sua responsabilidade pelo tipo de conteúdo que nelas é publicado. Cada vez mais eficazes, as maiores plataformas além de bastante dinâmicas, oferecem suporte para difusão de fotos, vídeos e imagens em tempo real.

Parte dos usuários tem a falsa sensação de anonimato, isto é, muitos acreditam que estão anônimos ao utilizar smartphones ou computadores para comentar ou publicar qualquer tipo de informação. O que na verdade é um equívoco pois graças a tecnologia hoje é possível monitorar e investigar qualquer tipo de delito por meio de registros eletrônicos. Na medida que o uso das redes aumenta as possibilidades de acesso a informação, também traz grandes problemas.

Na última semana uma jovem de 16 anos foi violentada por, pelo menos, 30 homens, em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Após publicar o vídeo deste incidente, um jovem teve sua conta do Twitter suspensa, dando repercussão ao caso nas redes sociais e fazendo com que o autor da postagem passasse a ser xingado por internautas. Outro caso estarreceu os usuários do Periscope (aplicativo que realiza transmissões ao vivo via Wi-Fi e 3G). Trata-se do suicídio de uma jovem francesa de 19 anos, que filmou os instantes em que se atirava na frente de um trem no sul de Paris. Ao observar que a usuária estava se aproximando dos trilhos, alguns internautas notaram o risco da situação e tentaram convencê-la de não se matar.

Plataformas que permitem a publicação de vídeos, como é o caso do Facebook, há algum tempo enfrentam problemas quanto a divulgação de materiais que contém cenas de pessoas sendo decapitadas. Em sua defesa, a empresa americana informa que acredita que seus usuários devem ser livres visualizar tais vídeos. Porém acrescenta que considera a utilização de avisos para alertar sobre o conteúdo. Tais situações que acontecem de tempos em tempos, acabam relançando a polêmica sobre os limites na utilização em redes sociais ou até que ponto as empresas citadas devem (ou não) ser responsabilizadas pelos conteúdos de seus usuários.

É necessário possuir um sistema de moderação mais eficaz de forma a antecipar determinados riscos e situações. Também é importante lembrar que a internet é um grande ‘oceano’, contudo em suas dimensões continentais não é impossível a criação de regras e a penalização das ações de seus usuários. Cabe também aos internautas realizar denúncias quando possível, em alguns casos esta é maneira em que situações conflitantes podem ser analisadas e consequentemente tomadas as medidas cabíveis.

Fernando Magnus

Workaholic de nascença e estudante de jornalismo no momento. Social media e internauta compulsivo, apaixonado por música, fotografia, séries e livros.

  • 1