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Publicidade e Propaganda Política: veja como funciona.

Bia Vasco 5 de setembro de 2016
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Propaganda politica CAPA

Conseguiu um cliente político e precisa fazer o candidato parecer a melhor solução, aquele que vai fazer história, restaurar a esperança e trazer a evolução? Seguem algumas informações que você precisa saber antes de começar a trabalhar.


Existe uma série de regras para se trabalhar com a propaganda política, desde o processo eleitoral, acompanhamento do candidato eleito e até mesmo as suas redes sociais. Há uma legislação específica para a criação de campanhas desse universo, que são definidas na constituição como “Propaganda eleitoral” e divididas em alguns tipos:

 

Tipos de propagandas políticas

“Entende-se por propaganda eleitoral toda atividade que vise diretamente promover candidaturas, seja atividade dos candidatos, dos subscritores das candidaturas ou de partidos políticos que apoiem as diversas candidaturas, nos termos do nº 2 do art. 45º, bem como a publicação de textos ou imagens que exprimam ou reproduzam o conteúdo dessa atividade.”

“A propaganda partidária: Tem por finalidade a divulgação dos ideais, programas e propostas dos partidos políticos. Feita de forma genérica e exclusiva, não menciona nomes de pretensos candidatos, tampouco é vinculada a um pleito eleitoral específico. Visa, em verdade, à obtenção de novos simpatizantes e filiados às agremiações partidárias.

Mídias utilizadas: Essa espécie de propaganda é transmitida por meio das emissoras de rádio e televisão, no formato em rede ou inserções (30 segundos ou 1 minuto), nos dois semestres dos anos não eleitorais e, tendo em vista a limitação contida no § 2º do art. 36 da Lei nº 9.504/1997, apenas no primeiro semestre dos anos em que são realizadas eleições.

 

A propaganda intrapartidária: Realizada por filiado de um partido político e dirigida aos seus demais integrantes visando convencê-los a indicar o seu nome para concorrer a um cargo eletivo em uma eleição futura. Em outras palavras, não é dirigida aos eleitores em geral, mas voltada apenas para os membros do partido político ao qual o interessado é filiado.

Mídias utilizadas: Exercida de modo silencioso e sem auxílio da mídia (rádio, televisão e outdoor), somente pode ser realizada na quinzena anterior à escolha, pelo partido, dos candidatos que disputarão os cargos eletivos, ou seja, nos 15 dias anteriores à realização da convenção partidária. Para sua divulgação, além da mala direta aos filiados, permite-se a afixação de faixas e cartazes em local próximo da convenção, com mensagem direcionada aos convencionais.

*É importante ressaltar que, tão logo seja realizada a convenção, as propagandas a ela destinadas deverão ser imediatamente retiradas* 

A propaganda eleitoral:  Conceitua-se como aquela voltada à população em geral com o intuito de propagar o nome e a candidatura de determinado postulante ao pleito. Tem a finalidade específica de convencer o eleitor de que este ou aquele candidato seria o melhor para ocupar o cargo em disputa.

A propaganda explícita não traz maiores dificuldades para ser identificada, pois, provavelmente, conterá o nome, o número e o partido do pretenso candidato. Um exemplo clássico é a inscrição do nome de determinada pessoa em um muro. Se a inscrição contiver a legenda partidária e o cargo a que pretende concorrer, estará caracterizada a propaganda extemporânea explícita.

A propaganda implícita, por seu turno, é mais difícil de ser identificada, uma vez que não divulga de forma clara a candidatura do pretenso candidato, “embora faça supor que ela ocorrerá”. Essa propaganda utiliza-se de meios ardis para influenciar e tornar conhecida a futura candidatura do interessado, unindo, em sua maioria, a sua realidade particular com sua realidade política. Assim, quando o nome do interessado vem acompanhado de dizeres que atentam para suas qualidades ou futuras pretensões, e restando demonstrado seu cunho eleitoreiro, poderá ser enquadrado como propaganda eleitoral fora de época.”

Esse conteúdo completo e bem aprofundado está disponível neste link.

O site do Ministério Público Federal deu uma resumida no que pode ser feito ou não atualmente, e então deixo aqui com vocês em forma de imagem.

PROIBIDO

NA ELEIÇÃO

OUTRAS

Falando de maneira prática…
Cuidado com criação de símbolos por similaridade, estratégias muito agressivas de guerrilha, calunia e difamação do concorrente e realização de sorteios. Seja sutil com o tom da campanha: não tente deixar o seu cliente tão cool, pode não funcionar.

Veja se o candidato esta apto a ter propagandas em seu nome. Fique atendo aos direitos autorais, e não tentar vender algo durante a propaganda. Nada de “Showmícios”, outdoors e brindes.

Falando também em possibilidades para candidatos, seguem aqui algumas informações que podem ajudar a “inspirar” os criativos, respeitando, lógico, as restrições das leis: 

Propaganda politica CANDIDATO 01 pt01 Propaganda politica CANDIDATO 01 pt02

As ações principais que os candidatos não devem fazer, mas fazem, estão em vermelho. De propósito – pois são as famosas estratégias tentadoras.

Propaganda politica CANDIDATO 02 pt 01 Propaganda politica CANDIDATO 02 pt02

“Os candidatos que se sentirem ofendidos por algum fato ou crítica apresentados por outro candidato ou partido político durante o horário eleitoral gratuito podem requerer direito de resposta à Justiça Eleitoral. O pedido deve ser feito no prazo de 24 horas contadas a partir da veiculação do programa.”

As possibilidades por veículos de comunicação são várias, e da pra trabalhar bastante em cima deles. Exemplos:


OFFLINE
• Materiais impressos como folhetos, placas, adesivos, bandeiras…(lembrando que o material gráfico deve conter CNPJ ou CPF do responsável pela confecção, quem a contratou e a tiragem);
• Comícios;
Carros de som.


RÁDIO/ TV
• Propaganda eleitoral gratuita;
• Propaganda informativa;
• Rádio (SPOT ou Jingle).

 

Internet
• Páginas oficiais nas redes sociais (COM SABEDORIA!);
• Promoção em perfil pessoal nas redes sociais (COM SABEDORIA 2!);
• E mail (sempre com a opção de parar o recebimento);
• Vídeos.

O mais importante é a campanha seguir uma linha de raciocínio, já que a intenção é construir um valor moral, algo linear, onde as informações devem conversar, mantendo os princípios estabelecidos pelo candidato. A ética fica muito evidente por se tratar de uma disputa, o que faz com que um adversário sempre esteja pronto para tentar tirar vantagem dos erros do concorrente.

Mas funciona bem, desde sempre (felizmente/infelizmente para os eleitores). 

Como inspiração deixo pra vocês alguns modelos de planos de mídia de campanhas já realizadas, que ficam disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Dá pra baixar ZIP. 

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Bia Vasco

I'm fabulous! Publicitária, Analista de Maketing e designer (as vezes). Apaixonada por conteúdo digital, neuromarketing e neurolinguística. Praticante de artes circenses aéreas, dançarina e atriz (interrompida). A "Multi mulher" e "multi profissional" mais amorzinha que você irá conhecer. Prazer, Bia. ?

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